
Para nós, evangélicos, o Batismo (tanto quanto a Ceia do Senhor) é um sacramento. Sacramento é algo que o próprio Jesus instituiu (recomendou) que celebrássemos. "Batizar em Nome de..." - A expressão hebraica "em nome de" quer dizer: "ser tal qual", "sendo submisso à vontade de", vivendo debaixo dos padrões de".
Não há somente um, mas diversos significados do Batismo. É claro que eles não são dados simplismente pela aparência do sinal visível. Embora visível, o significado pleno à medida que se toma intimidade com o Senhor do Batismo, atravéz da experiência de vida cristã, comparada com o estudo e meditação sobre a Palavra de Deus.
A única certeza que se tem é de que Jesus determinou que se batizasse em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo (cf. Mt28.18-20;Jo 3.5; At 8.36-38, 10.47-48) e que esse batismo era feito com água. Pelos textos aqui indicados, nota-se que o batismo era feito, também, simplismente em "nome de Jesus" (cf. At 10.48). Nada mais há para se estabelecer: nem que haja necessidade de muita ou de pouca água, nem que a água tenha de ser tratada de maneira especial. Precisamos ter claro em nossa mente: a água é símbolo (como o era a ovelha sem defeito que só simbolizava o Messias que iria para o matadouro, mas que nada podia fazer pelo pecado) e a fórmula usada: "em nome de" não é mágica, só possuindo valor na medida em que se assume a posição de servo em relação ao Senhor dos senhores, o Deus Trino, Autor, Senhor e Sustentador da vida verdadeira e eterna.
É bom, ainda, lembrarmos que Jesus a ninguém batizou, como demonstra Jo 4. 1-2; Paulo chega dizer que não foi enviado para batizar, como se lê em 1Co 1.10-17. A epístola aos Hebreus chama o ensino do batismo, bem como da imposição de mãos, e outro, de "princípios elementares da doutrina de cristo (Hb 5.12;6.1-2), aconselhando a serem colocados de lado para darem lugar "ao que é perfeito".